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STF vai retomar julgamento sobre alterações na Lei da Ficha Limpa em setembro

Supremo Tribunal Federal deve julgar em setembro mudanças na Lei da Ficha Limpa que podem impactar diretamente campanhas eleitorales.

Ipolítica, com informações do G1

- Atualizada em 21/08/2026 às 16h41
STF deve retomar em setembro julgamento sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa que podem afetar candidaturas de políticos nas eleições de 2026.
STF deve retomar em setembro julgamento sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa que podem afetar candidaturas de políticos nas eleições de 2026. (Divulgação)

BRASIL – O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar, entre 11 e 18 de setembro, o julgamento sobre as mudanças aprovadas pelo Congresso na Lei da Ficha Limpa. A decisão pode afetar candidaturas que estão sendo questionadas na Justiça Eleitoral nas eleições de 2026.

O ministro Gilmar Mendes devolveu nesta sexta-feira (21) o processo para análise do plenário virtual da Corte. O julgamento havia sido interrompido após pedido de vista do magistrado.

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Até o momento, os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela inconstitucionalidade das alterações feitas na legislação. O placar está em 2 a 0 pela derrubada das mudanças.

Ainda faltam oito votos. Um novo pedido de vista poderá interromper o julgamento caso algum ministro considere necessário mais tempo para analisar o processo.

O que muda na Lei da Ficha Limpa

A mudança aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com vetos, alterou o momento em que começa a contagem do período de inelegibilidade de políticos condenados.

Pela nova regra, o prazo passaria a ser contado a partir da decisão que determina a perda do mandato ou da renúncia. Anteriormente, a contagem ocorria a partir do fim do mandato.

Na prática, a alteração pode reduzir o período em que políticos cassados ficam impedidos de disputar eleições.

A regra alcança parlamentares, governadores, prefeitos e vice-prefeitos.

Candidaturas que podem ser afetadas

A decisão do STF poderá ter impacto sobre candidaturas contestadas na Justiça Eleitoral, entre elas as de José Roberto Arruda, no Distrito Federal, e Anthony Garotinho, no Rio de Janeiro, que disputam governos estaduais.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, candidato a deputado federal por Minas Gerais, também pode ser afetado pelo entendimento da Corte.

Votos contra as mudanças

Em seu voto, Cármen Lúcia afirmou que as alterações aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo Executivo esvaziam a Lei da Ficha Limpa e representam um retrocesso na legislação.

A ministra defendeu o restabelecimento das regras anteriores e a manutenção do período de inelegibilidade previsto antes da mudança.

Luiz Fux também votou pela inconstitucionalidade das alterações.

Com a devolução do processo por Gilmar Mendes, o julgamento poderá ser retomado em setembro, mas o resultado final ainda depende dos votos dos demais ministros do Supremo.

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