receitas eletrônicas

Mudanças na emissão e no controle de receitas médicas entram em vigor

Medida amplia possibilidades disponíveis para prescritores e farmácias.

Imirante.com

- Atualizada em 30/09/2026 às 15h53
Segundo a Anvisa, a atualização amplia as opções disponíveis para prescritores e sistemas de prescrição eletrônica.
Segundo a Anvisa, a atualização amplia as opções disponíveis para prescritores e sistemas de prescrição eletrônica. (Reprodução)

BRASIL - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a disponibilizar, nesta quarta-feira (30), novas funcionalidades para o controle e a emissão de receitas eletrônicas Anvisa por meio do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR). A mudança permite que profissionais de saúde, farmácias e drogarias utilizem recursos digitais para alguns tipos de receituários, mas não torna obrigatória a substituição das receitas em papel.

Segundo a Anvisa, a atualização amplia as opções disponíveis para prescritores e sistemas de prescrição eletrônica. A implementação será feita de forma gradual, conforme a adaptação dos setores envolvidos e os prazos definidos para cada modalidade de receita.

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Receitas eletrônicas Anvisa passam a incluir novos tipos de notificações

Entre as principais novidades está a possibilidade de emissão digital das notificações de receita que antes eram disponibilizadas apenas em formato físico, como as de cor azul e amarela.

A nova etapa também amplia o controle eletrônico de receitas sujeitas a regras específicas, incluindo:

receitas de controle especial;

receitas com retenção obrigatória;

antimicrobianos;

agonistas de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras.

A Anvisa reforçou que as receitas em papel continuam válidas e permanecem como uma alternativa para os profissionais e pacientes, conforme as normas aplicáveis a cada medicamento.

Como funciona o Sistema Nacional de Controle de Receituários

O Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) foi criado pela Anvisa para centralizar informações e ampliar a fiscalização sobre receitas utilizadas na prescrição de medicamentos sujeitos a controle especial.

O sistema começou a funcionar em julho de 2024, inicialmente com a finalidade de auxiliar as vigilâncias sanitárias na concessão e no gerenciamento das numerações dos receituários.

Com a implantação das novas funcionalidades, a numeração das notificações passa a ser administrada em uma base nacional, mantendo a responsabilidade das vigilâncias sanitárias locais pela concessão e controle.

Mudanças nas receitas brancas eletrônicas

A implantação das receitas eletrônicas Anvisa para receitas brancas ocorrerá em etapas.

Durante o período de transição, até 29 de outubro, poderão coexistir três formatos:

receitas em papel;

receitas brancas eletrônicas sem integração ao SNCR;

receitas brancas eletrônicas integradas ao SNCR.

A partir de 30 de outubro, quando uma receita branca for emitida de forma eletrônica, ela deverá estar integrada ao sistema da Anvisa.

A agência destacou, porém, que a emissão digital continua sendo uma opção e que as receitas impressas seguem permitidas dentro das regras estabelecidas.

Profissionais não precisarão acessar diretamente o SNCR

De acordo com a Anvisa, médicos e outros profissionais habilitados continuarão utilizando seus próprios sistemas de prescrição eletrônica.

A integração com o SNCR será feita pelos serviços de prescrição, que deverão seguir os modelos técnicos e regras definidos pela agência.

O processo seguirá estas etapas:

O profissional solicita a numeração necessária à vigilância sanitária local.

O sistema de prescrição se comunica com o SNCR.

A receita eletrônica é emitida conforme o modelo autorizado.

Farmácias e drogarias consultam e registram a utilização do receituário.

A Anvisa informou que disponibilizou documentação técnica e ambiente de treinamento para empresas e desenvolvedores adaptarem seus sistemas.

Farmácias poderão verificar autenticidade das receitas

Com as novas funcionalidades das receitas eletrônicas Anvisa, farmácias e drogarias poderão consultar informações no SNCR antes da dispensação dos medicamentos.

Entre os recursos disponíveis estão:

verificação da autenticidade da numeração;

confirmação dos dados do prescritor;

registro da utilização da receita.

Nos modelos digitais de notificação, o QR Code permitirá consultar informações do receituário e facilitar o controle sobre sua utilização.

Segundo a Anvisa, o registro eletrônico contribui para evitar o uso repetido de uma mesma numeração e amplia o acompanhamento dos medicamentos submetidos a controle especial.

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