Operação Sem Desconto

PGR defende tornozeleira eletrônica para ex-presidente do INSS

A PGR pediu tornozeleira eletrônica para o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, investigado por desvios de R$ 6 bilhões em operação da PF.

Imirante, com informações do G1

- Atualizada em 08/10/2026 às 15h29
PGR defende substituir prisão preventiva de Alessandro Stefanutto por tornozeleira eletrônica no caso dos descontos indevidos do INSS.
PGR defende substituir prisão preventiva de Alessandro Stefanutto por tornozeleira eletrônica no caso dos descontos indevidos do INSS. (Jornal Nacional/Reprodução)

BRASIL – A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) substitua a prisão preventiva do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto por outras medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Stefanutto está preso desde novembro do ano passado e foi indiciado pela Polícia Federal (PF) na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

A manifestação da PGR será analisada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

PF aponta suspeitas contra Stefanutto

Segundo a investigação da PF, há indícios de que Stefanutto tenha cometido crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Os investigadores apontam que o ex-presidente do INSS teria utilizado os cargos que ocupou em favor do esquema e, em troca de uma suposta omissão na fiscalização, recebido propinas mensais que chegaram a R$ 250 mil.

A investigação também identificou uma rede de lavagem de dinheiro que utilizava contas de terceiros para o recebimento dos recursos. Segundo a PF, Stefanutto era identificado pelo apelido de “italiano”.

A defesa, por sua vez, afirma que o ex-presidente do INSS não praticou qualquer ato ilícito.

PGR é contra soltura de presidente da Conafer

No mesmo caso, a PGR se manifestou contra o pedido de liberdade apresentado por Carlos Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

Lopes ficou foragido durante as investigações e se entregou em agosto para cumprir prisão preventiva.

Embora tenha se posicionado contra a soltura, a Procuradoria defendeu que o STF solicite informações sobre as condições de saúde do presidente da Conafer e sobre a capacidade da unidade prisional de oferecer a assistência necessária.

Investigação aponta desvio de mais de R$ 6 bilhões

As investigações da Operação Sem Desconto apontam um desvio total superior a R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024.

Segundo a apuração, somente a Conafer teria realizado descontos ilegais que ultrapassam R$ 700 milhões nos benefícios de aposentados e pensionistas.

Os pedidos relacionados a Stefanutto e Carlos Lopes agora serão analisados pelo ministro André Mendonça, responsável pela relatoria da investigação no STF.

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