Indenizações

Justiça homologa acordo para indenizar 4,3 mil ex-funcionários das Casas Bahia

Acordo prevê R$ 7,5 mil por trabalhador, além de aviso prévio, multa do FGTS e outros direitos trabalhistas.

Imirante.com

- Atualizada em 15/10/2026 às 20h12
Negociação também estabelece regras para evitar novas demissões em massa sem comunicação prévia aos sindicatos.
Negociação também estabelece regras para evitar novas demissões em massa sem comunicação prévia aos sindicatos. (Foto: divulgação)

BRASÍLIA – A Justiça do Trabalho no Distrito Federal homologou nesta quinta-feira (15) um acordo que prevê o pagamento de indenizações a 4,3 mil trabalhadores demitidos pelas Casas Bahia. A empresa está em recuperação judicial desde agosto deste ano.

O acordo foi construído com a intermediação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e envolve a varejista e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). Pelo entendimento, cada trabalhador incluído na relação apresentada pela empresa à Justiça receberá R$ 7,5 mil, além de outros direitos trabalhistas.

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Entre os valores previstos estão o pagamento do aviso prévio, a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de comissões, premiações e compensações destinadas aos funcionários que tinham direito a esses benefícios antes da demissão.

Acordo vale para todo o país

A medida tem abrangência nacional e contempla os trabalhadores que estavam relacionados em uma lista apresentada pelas Casas Bahia no processo judicial.

Além da definição das indenizações, o acordo estabelece regras para evitar novas demissões coletivas sem negociação prévia com os representantes dos trabalhadores.

Pelo compromisso firmado, a empresa deverá comunicar ao sindicato da categoria com antecedência mínima de 72 horas antes de realizar novas dispensas em massa. Caso a determinação não seja cumprida, será aplicada multa de R$ 1 mil por trabalhador afetado.

Para a procuradora do Trabalho Paula Ávila, que participou da audiência, o acordo representa um avanço ao estabelecer a negociação coletiva como etapa anterior a eventuais novas demissões em massa.

Segundo ela, os sindicatos deverão ser informados e terão a oportunidade de participar das discussões relacionadas às dispensas coletivas.

Casas Bahia está em recuperação judicial

As Casas Bahia entraram em recuperação judicial em agosto, em meio a dificuldades financeiras. Como parte do processo de reestruturação, a empresa fechou cerca de 298 lojas.

A dívida da varejista chegou a aproximadamente R$ 17 bilhões. O acordo homologado pela Justiça ocorre nesse contexto de reorganização financeira e trabalhista da companhia.

Com a decisão, os trabalhadores incluídos no acordo passam a ter os pagamentos e demais direitos previstos formalmente reconhecidos, enquanto a empresa assume compromissos para eventuais futuras demissões coletivas.

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