IMPOSTO SELETIVO

Governo envia ao Congresso MP que define alíquota do imposto do pecado

Governo envia ao Congresso nesta terça (3) a MP que define alíquota do Imposto Seletivo, visando arrecadar R$ 41,9 bilhões com produtos prejudiciais.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Governo envia MP que define alíquota do imposto do pecado
Governo envia MP que define alíquota do imposto do pecado (Reprodução)

BRASÍLIA – O governo federal deve encaminhar ao Congresso Nacional nesta terça-feira (3) uma medida provisória que estabelece a alíquota do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". Prevista na reforma tributária, a cobrança será aplicada a produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Entre os itens sujeitos à tributação estão bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarros, apostas e extração de minerais.

A previsão é que as novas regras comecem a valer em 1º de fevereiro de 2027, em razão da necessidade de cumprir a noventena, prazo mínimo de 90 dias para a entrada em vigor da cobrança.

Governo prevê alíquota abaixo das expectativas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a alíquota deverá ficar abaixo das expectativas e destacou que o governo pretende manter a carga tributária nos limites aprovados pelo Congresso Nacional.

Segundo o ministro, os percentuais poderão passar por revisões ao longo do tempo, acompanhadas de discussões sobre exceções e regimes tributários favorecidos.

Durigan também afirmou que a proposta inicial terá percentual inferior ao apresentado pelo governo anterior, com possibilidade de novas reduções futuramente.

A definição da alíquota já foi encaminhada pelo Ministério da Fazenda e deverá ser divulgada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Imposto do pecado tem previsão de arrecadação de R$ 41,9 bilhões

A proposta orçamentária de 2027 já contempla a arrecadação do Imposto Seletivo, com estimativa inicial de R$ 41,9 bilhões.

O valor, entretanto, deverá ser reduzido em razão da proibição das bets, anunciada no fim de setembro.

A medida foi adotada após o envio da proposta orçamentária ao Congresso Nacional e, por isso, ainda não estava considerada na estimativa original de arrecadação.

Com o encaminhamento da medida provisória, caberá ao Congresso analisar as regras propostas pelo governo para a cobrança do novo imposto.

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