Relembre o caso

Um ano depois: relembre o caso do ovo de Páscoa envenenado em Imperatriz, MA

Tragédia em Imperatriz deixou duas crianças mortas e mãe gravemente ferida após ingestão de chocolate com veneno.

Imirante.com

Atualizada em 22/04/2026 às 10h01

IMPERATRIZ – O caso do ovo de Páscoa envenenado, que matou duas crianças e deixou a mãe em estado grave, completa um ano e ainda repercute pela crueldade e pelo planejamento envolvido. A tragédia aconteceu em Imperatriz, no sul do estado, e teve como vítimas os irmãos Luís Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda, de 13. A mãe deles, Mirian Lira Rocha, também foi intoxicada, mas sobreviveu após dias internada.

De acordo com as investigações, o crime foi motivado por vingança e ciúmes.

Jordélia Pereira Barbosa é acusada de envenenar ovo de Páscoa e matar dois irmãos no MA.
Jordélia Pereira Barbosa é acusada de envenenar ovo de Páscoa e matar dois irmãos no MA.

Crime planejado e entrega anônima

Segundo a Polícia Civil, a principal suspeita, Jordélia Pereira Barbosa, comprou o ovo de Páscoa em um shopping e contratou um motoboy para fazer a entrega sem se identificar.

O presente chegou à casa da família com um bilhete aparentemente inofensivo: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”.

Horas depois de consumir o chocolate, os três começaram a passar mal.

Veja mais: 

Um ano após morte de crianças por ovo de Páscoa envenenado no MA, acusada ainda não foi julgada

Mãe ainda busca por justiça pela morte dos dois filhos um ano após o crime

"Ela falava que eu ia pagar o preço", diz vítima de envenenamento após comer ovo de Páscoa

Suspeita de envenenamento usou identidade falsa e teve prisão convertida em preventiva

Sintomas rápidos e corrida contra o tempo

O primeiro a apresentar sintomas foi o menino Luís Fernando, que relatou perda de visão e fraqueza no corpo. Em seguida, a mãe e a irmã também começaram a passar mal.

A família foi levada às pressas para o Hospital Municipal de Imperatriz, mas o quadro evoluiu rapidamente.

Luís Fernando morreu na madrugada do dia 17 de abril. A mãe e a irmã foram internadas em estado gravíssimo na UTI.

Corpo de menino morto após comer ovo de Páscoa é enterrado em Imperatriz, no MA.
Corpo de menino morto após comer ovo de Páscoa é enterrado em Imperatriz, no MA.

Cinco dias depois, Evelyn também não resistiu às complicações do envenenamento.

Corpo de adolescente que morreu após comer ovo de Páscoa supostamente envenenado é enterrado em Imperatriz.
Corpo de adolescente que morreu após comer ovo de Páscoa supostamente envenenado é enterrado em Imperatriz.

Prisão e provas do crime

A suspeita foi presa poucas horas após o crime, ao desembarcar de um ônibus em Santa Inês. Com ela, a polícia encontrou perucas, restos de chocolate e materiais que teriam sido usados para disfarçar o veneno.

Jordélia Pereira usou identidade falsa para tentar fazer reserva em hotel de Imperatriz (MA).
Jordélia Pereira usou identidade falsa para tentar fazer reserva em hotel de Imperatriz (MA).

O laudo pericial confirmou que o doce estava contaminado com “chumbinho”, substância altamente tóxica e proibida, utilizada ilegalmente como raticida no Brasil.

Vestígios do veneno foram encontrados no chocolate, nos corpos das vítimas e nos itens apreendidos com a acusada.

Leia também:
Criança, de sete anos, morre após comer ovo de Páscoa em Imperatriz; duas pessoas seguem internadas

Suspeita de envenenar três pessoas da mesma família com ovo de Páscoa é presa

Criança que morreu após comer ovo de Páscoa é enterrada em Imperatriz

Motivação: vingança e ciúmes

As investigações apontaram que o crime foi motivado por conflitos pessoais. A suspeita teria agido por vingança contra Mirian, que era companheira de seu ex.

Material apreendido com Jordélia Pereira Barbosa, 35 anos, suspeita de envenenar família com ovo de Páscoa no Maranhão.
Material apreendido com Jordélia Pereira Barbosa, 35 anos, suspeita de envenenar família com ovo de Páscoa no Maranhão.

Antes do ataque, a acusada chegou a enviar ameaças à vítima por meio de perfis falsos nas redes sociais.

Desdobramentos na Justiça

Jordélia Pereira Barbosa foi indiciada por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio. A Justiça aceitou as qualificadoras, como motivo torpe, uso de veneno e dissimulação, e determinou que ela vá a júri popular.

No entanto, o julgamento ainda não ocorreu. A defesa entrou com recurso pedindo a anulação da decisão, e o caso segue em análise no Tribunal de Justiça do Maranhão.

Imagens de câmera de segurança mostram Jordélia Pereira Barbosa em um hotel de Imperatriz.
Imagens de câmera de segurança mostram Jordélia Pereira Barbosa em um hotel de Imperatriz.

Caso segue sem desfecho

Um ano após o crime, a dor da família permanece, enquanto o processo judicial ainda não teve conclusão definitiva.

O caso ficou marcado pela frieza na execução e pela forma como o crime foi cometido, abalando profundamente a população de Imperatriz e de todo o estado.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.