IMPERATRIZ – O caso do ovo de Páscoa envenenado, que matou duas crianças e deixou a mãe em estado grave, completa um ano e ainda repercute pela crueldade e pelo planejamento envolvido. A tragédia aconteceu em Imperatriz, no sul do estado, e teve como vítimas os irmãos Luís Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda, de 13. A mãe deles, Mirian Lira Rocha, também foi intoxicada, mas sobreviveu após dias internada.
De acordo com as investigações, o crime foi motivado por vingança e ciúmes.
Crime planejado e entrega anônima
Segundo a Polícia Civil, a principal suspeita, Jordélia Pereira Barbosa, comprou o ovo de Páscoa em um shopping e contratou um motoboy para fazer a entrega sem se identificar.
O presente chegou à casa da família com um bilhete aparentemente inofensivo: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”.
Horas depois de consumir o chocolate, os três começaram a passar mal.
Veja mais:
Um ano após morte de crianças por ovo de Páscoa envenenado no MA, acusada ainda não foi julgada
Mãe ainda busca por justiça pela morte dos dois filhos um ano após o crime
"Ela falava que eu ia pagar o preço", diz vítima de envenenamento após comer ovo de Páscoa
Suspeita de envenenamento usou identidade falsa e teve prisão convertida em preventiva
Sintomas rápidos e corrida contra o tempo
O primeiro a apresentar sintomas foi o menino Luís Fernando, que relatou perda de visão e fraqueza no corpo. Em seguida, a mãe e a irmã também começaram a passar mal.
A família foi levada às pressas para o Hospital Municipal de Imperatriz, mas o quadro evoluiu rapidamente.
Luís Fernando morreu na madrugada do dia 17 de abril. A mãe e a irmã foram internadas em estado gravíssimo na UTI.
Cinco dias depois, Evelyn também não resistiu às complicações do envenenamento.
Prisão e provas do crime
A suspeita foi presa poucas horas após o crime, ao desembarcar de um ônibus em Santa Inês. Com ela, a polícia encontrou perucas, restos de chocolate e materiais que teriam sido usados para disfarçar o veneno.
O laudo pericial confirmou que o doce estava contaminado com “chumbinho”, substância altamente tóxica e proibida, utilizada ilegalmente como raticida no Brasil.
Vestígios do veneno foram encontrados no chocolate, nos corpos das vítimas e nos itens apreendidos com a acusada.
Leia também:
Criança, de sete anos, morre após comer ovo de Páscoa em Imperatriz; duas pessoas seguem internadas
Suspeita de envenenar três pessoas da mesma família com ovo de Páscoa é presa
Criança que morreu após comer ovo de Páscoa é enterrada em Imperatriz
Motivação: vingança e ciúmes
As investigações apontaram que o crime foi motivado por conflitos pessoais. A suspeita teria agido por vingança contra Mirian, que era companheira de seu ex.
Antes do ataque, a acusada chegou a enviar ameaças à vítima por meio de perfis falsos nas redes sociais.
Desdobramentos na Justiça
Jordélia Pereira Barbosa foi indiciada por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio. A Justiça aceitou as qualificadoras, como motivo torpe, uso de veneno e dissimulação, e determinou que ela vá a júri popular.
No entanto, o julgamento ainda não ocorreu. A defesa entrou com recurso pedindo a anulação da decisão, e o caso segue em análise no Tribunal de Justiça do Maranhão.
Caso segue sem desfecho
Um ano após o crime, a dor da família permanece, enquanto o processo judicial ainda não teve conclusão definitiva.
O caso ficou marcado pela frieza na execução e pela forma como o crime foi cometido, abalando profundamente a população de Imperatriz e de todo o estado.
Saiba Mais
- Mãe ainda busca por justiça pela morte dos dois filhos um ano após o crime
- Um ano após morte de crianças por ovo de Páscoa envenenado no MA, acusada ainda não foi julgada
- Açaí envenenado: jovem é presa suspeita de tentar matar namorado
- Idoso é preso por tentar envenenar a vizinha com chumbinho
- Suspeito é preso após tentar envenenar a própria mãe em Codó
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.