RIO - Todo ano, o Brasil acumula um prejuízo bilionário com tempestades de raios. O período de maior concentração das descargas elétricas já começou, e vai até março. Nesta temporada, os meteorologistas terão um novo aliado contra o perigo.
Há um ano, pesquisadores estudam incidência de raios na América do Sul em relação ao aquecimento global. "Tendo aquecimento maior você vai ter uma maior formação de nuvens e com isso a tendência é aumentar o centro de cargas dentro das nuvens e aumentar a quantidade de raios", diz o físico Widinei Fernandes.
A cada meio grau de acréscimo na temperatura do planeta, aumentará cerca de 20% a quantidade de raios, principalmente nas regiões tropicais do planeta.
Câmeras instaladas em uma torre em Campo Grande registram qualquer relâmpago a uma distância de até 300 quilômetros. Recentemente o Brasil adquiriu tecnologia mais moderna que permite o monitoramento mais preciso.
Sensores americanos identificam o raio a 8 mil quilômetros de distância. Os equipamentos coletam informações em São Paulo, no Ceará e em Mato Grosso do Sul. Agora, praticamente todo território nacional, é rastreado.
Com base nas informações coletadas pelos equipamentos, centros de pesquisas espalhados pelo país vão poder emitir boletins de emergência quando tempestades com raios ainda estiverem se formando.
O alerta vai ajudar principalmente as comunidades rurais, que mais sofrem as conseqüências da temporada de raios.
Cerca de cem pessoas morrem no país por ano durante as tempestades. Nas fazendas, animais também são vítimas das descargas elétricas. Os prejuízos chegam a R$ 1 bilhão, principalmente nas redes de distribuição de energia e no setor de telecomunicações.
No Brasil, a média é de sete raios por quilômetro quadrado, por ano. Em Mato Grosso do Sul, estado campeão em incidência, é quase o dobro: 11.
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