A maior parte dos diretores de veículos de comunicação considera que a leitura de notícias na internet dominará o futuro e que as redações dos jornais serão multimídia.
Isso é o que concluiu o "Newsroom Barometer", uma pesquisa feita pela internet entre diretores de jornais organizada pelas empresas World Editors Forum, Zogby International e Reuters com a ajuda de entidades de jornalistas e editores como a Associação Interamericana de Imprensa e a Associação Nacional de Jornais (ANJ).
Cerca de 56% dos diretores consultados dizem acreditar que a maioria das notícias será gratuitas no futuro, enquanto 33% afirmam que continuarão sendo pagas.
Além disso, 44% estimam que a internet será a plataforma de referência para as notícias no futuro, enquanto 31% acreditam que a imprensa escrita continuará tendo força.
No total, 63% acham que os formatos mais difundidos serão os digitais, já que aos 44% que apostam no predomínio da internet deve-se somar os que acreditam na telefonia celular (12%) e no chamado papel eletrônico (7%).
Questionados sobre em que gostariam de empregar os recursos para melhorar a qualidade editorial, 35% responderam que em formar seus jornalistas nos novos meios e 31% em contratar novos jornalistas para produzir mais coberturas de qualidade.
Para os diretores de jornais que viram serem reduzidas suas equipes, a prioridade (50%) é contratar mais jornalistas, reconhecendo a necessidade de formar os já disponíveis nos novos meios (31%).
Uma esmagadora maioria - 86% em geral e até 95% na América do Norte - afirma em diferente grau de convicção que a redação integrada ou multimídia será a regra em um prazo de cinco anos e apenas 3% não acreditam que isso ocorrerá.
Quando perguntados sobre se dentro de cinco anos os jornalistas serão capazes de produzir conteúdo para todas as plataformas, 83% dizem que sim, enquanto só 15% não compartilham dessa opinião.
Como no caso anterior, os diretores americanos são, com 91%, os que mais acreditam no jornalismo multimídia, frente a 83% dos europeus ocidentais e 70% dos asiáticos.
Dos entrevistados, 53% dizem dispor de uma redação integrada e o percentual não varia muito nas regiões do mundo: 68% na América do Norte, 59% na Europa Ocidental, 34% na Ásia e 37,5% na África e no Oriente Médio.
Sobre quando esperam ter uma redação integrada, caso ainda não tenham, 39% acreditavam dispor de uma em dois anos, 30% em cinco, 11% em dez e 20% não sabem.
Além disso, 43% dos consultados consideram "provável" que no futuro se externem algumas funções editoriais tradicionais, apesar da resistência das redações, e 22% consideram isso "muito provável".
Curiosamente, os diretores europeus e americanos são menos abertos a essa possibilidade que russos, africanos e asiáticos.
Segundo os autores do relatório, o chamado "outsourcing" (mão-de-obra terceirizada) poderia afetar a qualidade editorial.
Cerca de 67% -76% na Europa e apenas 50% nos Estados Unidos- afirmam que as páginas de análise e opinião aumentarão no futuro, enquanto 23% acreditam que continuarão iguais e 9%, que diminuirão.
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