SÃO LUÍS - No fim de semana, as marés atingiram o nível mais alto desde o início do ano e preocuparam os moradores e comerciantes da praia da Ponta d'Areia. A água ultrapassou a marca de 6 metros e derrubou parte da barreira - de sacos de areia, cal e cimento -, feita para proteger os imóveis. O medo aumenta por causa da perspectiva de novos picos de maré alta para esta semana.
O mar vem avançando em um processo de erosão severa, que tem derrubado construções e deixado moradores e comerciantes perplexos. Pelo menos cinco imóveis já foram atingidos pela força das ondas no mês de janeiro e parte de um bar veio abaixo há cerca de 15 dias. A dinâmica natural das marés e a intervenção humana no mar ou no rio sem estudos prévios são os principais fatores dessas ocorrências.
Na primeira semana de janeiro, quando parte da estrutura destes bares foi destruída pela força do mar, a maré em São Luís atingiu picos de 6,1 metros no dia 2. Sábado e ontem, dia 28, a maré atingiu 6,5 metros. O estrago que o mar vem fazendo é combatido pelos moradores com a construção de barreiras de contenção, com sacos de areia, madeira, pedra e pneus, entre outros materiais, mas sem planejamento adequado e com recursos próprios.
Demolido - Na época da primeira maré alta do ano, além de parte da estrutura, o mar levou mesas, cadeiras e até coqueiros. Há aproximadamente 15 dias, o muro e grande parte do piso do clube de reggae 'Toque de Amor' foi demolido pela força das ondas. A água avançou 2 metros em direção ao imóvel. "Foi durante a noite. Eu estava em casa quando escutei o barulho. Fiquei desesperado. Tive a impressão de que o mar invadiria meu quarto e levaria tudo embora", contou Carlos Augusto Amorim, que mora no local
Segundo Leonice Mendes, dona de um bar, os surfistas que costumam freqüentar o local têm ajudado os moradores a construir as barreiras. "É um trabalho árduo. Construímos em um dia e na mesma noite a maré destrói tudo", contou.
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