Ônibus semiurbanos nas ruas

Ônibus do sistema semiurbano já estão circulando na Grande São Luís

Rodoviários, empresários do transporte público e a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) chegaram a um consenso.

Imirante.com

Atualizada em 04/02/2026 às 08h01
Ônibus do semiurbano voltam a circular após acordo no TRT. (Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante)
Ônibus do semiurbano voltam a circular após acordo no TRT. (Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante)

SÃO LUÍS - Os ônibus do sistema semiurbano da Região Metropolitana de São Luís voltaram a circular nesta quarta-feira (4), após cinco dias de greve dos rodoviários. A retomada do serviço ocorre depois de uma reunião realizada na terça-feira (3) no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16).

No encontro, ficou definido um reajuste salarial de 5,5% para os rodoviários que atuam no transporte entre os municípios de Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar.

Já o transporte urbano da capital maranhense segue sem funcionamento.

Leia também: Ônibus semiurbanos voltam, mas sem integração na Cohab

Acordo garante reajuste salarial e plano odontológico

Rodoviários, empresários do transporte público e a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) chegaram a um consenso que prevê:

  • Reajuste salarial de 5,5% para a categoria
  • Concessão de plano de saúde odontológico

Durante as negociações, os rodoviários reivindicavam aumento de 10%. O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) sugeriu reajuste de 6%, enquanto o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) ofereceu 4%. Após tratativas, o TRT-16 fixou o percentual em 5,5%.

Ônibus voltam, mas sem integração na Cohab. (Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante)
Ônibus voltam, mas sem integração na Cohab. (Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante)

Greve urbana segue sem avanço

Segundo o desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, as negociações para encerrar a greve do transporte urbano de São Luís não avançaram devido à ausência de proposta apresentada pela Prefeitura.

Uma nova audiência está marcada para quinta-feira (5), quando será discutida:

  • A questão do subsídio pago pela Prefeitura ao SET
  • O reajuste do subsídio destinado ao setor, junto à MOB

Impacto para a população

Com a decisão, os usuários do transporte semiurbano terão os serviços restabelecidos a partir desta quarta-feira, enquanto a paralisação nas linhas urbanas segue sem previsão de término. A continuidade da greve urbana mantém o cenário de dificuldades para milhares de passageiros que dependem do transporte coletivo em São Luís.

Greve dos rodoviários

A greve dos rodoviários da Grande São Luís foi deflagrada na sexta-feira (30). Mesmo após decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% da frota, 100% dos ônibus estão sem circular nesta terça-feira (3).

Com o descumprimento da liminar, o TRT fixou multa diária de R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários. A decisão também determina que, a cada 48 horas de descumprimento, haverá bloqueio de recursos da entidade por meio do sistema BacenJud.

O que pedem os rodoviários

A categoria reivindicou, inicialmente, reajuste salarial de 12% (contraproposta apresentada na última rodada de negociação), tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, durante a primeira audiência, realizada na última sexta (30), foi apresentada uma contraproposta de reajuste de 12%. De acordo com o presidente, os empresários se comprometeram a discutir a viabilidade do percentual sugerido.

Greve força mãe a gastar com transporte

A greve dos rodoviários tem levado passageiros a buscar alternativas para manter a rotina em São Luís. Sem ônibus, passageiros recorrem a transporte por aplicativo, vans e outros meios para conseguir levar crianças à escola, chegar ao trabalho e cumprir compromissos do dia a dia.

Geisa, por exemplo, conta que precisa levar o filho do bairro São Bernardo até a Cohab e afirma que os gastos extras com transporte têm pesado no orçamento da família. “Era um dinheiro que poderia ser usado para alimentação, mas agora está sendo gasto com transporte”, relata.

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O uso de transporte alternativo e por aplicativo tem sido a principal saída para quem precisa ir ao trabalho. Na área central da cidade e na região do Anel Viário, a circulação de vans, carros-lotação e mototáxis aumentou diante da paralisação do transporte público.

Falta de ônibus muda rotina de trabalhadores em São Luís. (Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante)
Falta de ônibus muda rotina de trabalhadores em São Luís. (Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante)

 

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