Responsabilidade

SET rebate Braide e afirma que crise no transporte coletivo de São Luís é estrutural

Sindicato criticou declarações do prefeito e afirma que problema não se resolve por discurso político.

Ipolítica

Greve durou oito dias em São Luís.
Greve durou oito dias em São Luís. (Foto: Anne Cascaes / Imirante)

SÃO LUÍS – O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) rebateu as declarações do prefeito Eduardo Braide (PSD) sobre a recente greve de ônibus na capital e afirmou que a crise no transporte coletivo de São Luís é estrutural, técnica e ainda em curso.

Em nota divulgada à imprensa, o sindicato criticou a afirmação do gestor municipal de que a crise estaria resolvida e disse que esse tipo de narrativa evidencia falhas na fiscalização, na gestão contratual e na garantia do equilíbrio econômico-financeiro do sistema.

SET critica acusações contra empresários

O SET classificou como “graves e inaceitáveis” as acusações genéricas feitas contra empresários do setor, sem apuração técnica ou respaldo de órgãos de controle.

Segundo a entidade, medidas administrativas e jurídicas já estão sendo adotadas para resguardar a integridade institucional do setor e restabelecer a verdade dos fatos.

O sindicato afirmou ainda que a crise no transporte coletivo de São Luís não pode ser solucionada por discursos políticos, mas por gestão técnica, cumprimento contratual e definição clara de responsabilidades entre as partes envolvidas.

Prefeito responsabiliza empresários por greve

Braide usou as redes sociais para responsabilizar empresários do transporte pela greve de ônibus que durou oito dias na capital maranhense.

De acordo com o chefe do Executivo municipal, a paralisação teria sido uma estratégia para pressionar a Prefeitura a aumentar o valor da tarifa ou do subsídio pago às empresas.

Braide afirmou que empresários teriam atrasado salários e suspendido benefícios de motoristas e cobradores de forma intencional para provocar o movimento paredista.

O prefeito também acusou as empresas de não cumprirem obrigações previstas na licitação do transporte público, como a compra de novos ônibus e a reforma dos terminais de integração.

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