Eleições 2026

PSOL descarta federação com PT e mantém pré-candidatura ao governo do MA, diz Enilton Rodrigues

Dirigente do PSOL afirma que decisão nacional rejeitou federação com PT, mas garante diálogo no Maranhão e confirma pré-candidatura ao governo do estado

Ipolítica, com informações da TV Mirante

Enilton Rodrigues, dirigente nacional do PSOL
Enilton Rodrigues, dirigente nacional do PSOL (Reprodução/TV Mirante)

SÃO LUÍS – Enilton Rodrigues, dirigente nacional do PSOL, afirmou em entrevista à TV Mirante que o partido decidiu rejeitar a proposta de federação com o PT, mas seguirá aberto ao diálogo com partidos de esquerda no estado. Segundo ele, a decisão não altera a estratégia do PSOL no Maranhão, que mantém pré-candidatura própria ao governo.

De acordo com Enilton, a direção nacional do partido tomou três decisões consideradas importantes em reunião realizada no último fim de semana. Entre elas, a aprovação do apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno e a renovação da federação com a Rede Sustentabilidade.

Sobre a possibilidade de federação com o PT, o dirigente afirmou que o tema foi debatido, mas rejeitado pela maioria do diretório nacional.

Segundo ele, 76% dos integrantes da direção votaram contra a proposta, mantendo a atual federação com a Rede. 

Pré-candidatura mantida no Maranhão

Enilton Rodrigues disse que a decisão nacional não muda o cenário do PSOL no Maranhão, que já aprovou em conferência eleitoral sua pré-candidatura ao governo do estado. Além da definição da pré-candidatura ao Senado, com o nome de Antônia Cariombo, que iniciou agendas pelo interior para ouvir a população e construir o programa que será apresentado nas eleições.

Segundo ele, o partido segue em diálogo com legendas do campo da esquerda, mas pretende manter candidatura própria enquanto constrói um programa político com participação popular.

O dirigente afirmou que o partido está percorrendo municípios para ouvir a população e preparar propostas que serão apresentadas durante o período eleitoral.

Ele também destacou que a prioridade nacional do PSOL é fortalecer o palanque de Lula em 2026, mas sem abrir mão da autonomia estadual.

Diálogo com partidos da esquerda

O dirigente afirmou que o PSOL não descarta conversas com partidos como PT, PCdoB, PV e PSB, desde que estejam alinhados ao campo político que apoia Lula.

Segundo ele, a rejeição da federação com o PT não impede articulações locais e não inviabiliza entendimentos futuros no Maranhão.

Enilton também comentou a possibilidade de alianças envolvendo partidos de centro, como o PSD, partido do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, e disse que o PSOL não pretende participar de composições com legendas que estejam alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro em nível nacional.

Para o dirigente, a coerência política deve ser mantida na definição das alianças.

Questionado sobre o cenário envolvendo o vice-governador Felipe Camarão, ele afirmou que cada partido toma suas decisões, mas que o PSOL seguirá com sua pré-candidatura e continuará dialogando com o campo da esquerda.

Disputa eleitoral no estado

Enilton Rodrigues afirmou que o partido pretende participar do debate eleitoral no Maranhão com propostas próprias e sem depender de acordos com outros grupos políticos.

Ele destacou que pretende levar para o debate a defesa da tarifa zero no transporte público em nível nacional e disse que essa pauta será incluída no programa defendido pelo PSOL. Além de temas como melhoria da renda da população, fortalecimento das políticas públicas e valorização dos servidores, especialmente da educação e da saúde, que, segundo ele, enfrentam dificuldades por falta de políticas efetivas.

Segundo o dirigente, o partido considera importante a unidade da esquerda no estado, mas entende que eventuais divisões entre outros grupos não impedem que o PSOL mantenha sua estratégia.

Avaliação do cenário político

Enilton afirmou que o PSOL avalia que o bolsonarismo não representa ameaça real de vitória no Maranhão e que, por isso, o partido tem tranquilidade para disputar o governo com candidatura própria.

O dirigente também criticou os últimos governos estaduais, afirmando que promessas não foram plenamente cumpridas e que é necessário ampliar políticas públicas que cheguem à população.

Apoio de Lula é desejado, mas não definido

Enilton afirmou que o PSOL gostaria de ter o apoio de Lula no Maranhão, mas reconheceu que a decisão dependerá das articulações políticas nacionais. Segundo ele, o partido tem tranquilidade para disputar as eleições mesmo que o presidente apoie outro candidato e tem estrutura nacional para sustentar candidatura própria.

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