greve dos rodoviários

Falta de ônibus urbanos dificulta deslocamento e rotina dos passageiros em São Luís

Desde as primeiras horas da manhã, nenhum ônibus urbano circula na cidade, causando transtornos para quem depende do serviço para trabalhar, ir ao hospital ou cumprir compromissos.

Imirante.com

Atualizada em 13/03/2026 às 21h50
Menos de dois meses após a última paralisação, o sistema volta a enfrentar interrupção, agravando a rotina dos usuários.
Menos de dois meses após a última paralisação, o sistema volta a enfrentar interrupção, agravando a rotina dos usuários. (Foto: Reprodução/ TV Mirante)

SÃO LUÍS - A greve dos rodoviários em São Luís, iniciada nesta sexta-feira (13), deixou milhares de passageiros sem acesso ao transporte público urbano. Desde as primeiras horas da manhã, nenhum ônibus urbano circula na cidade, causando transtornos para quem depende do serviço para trabalhar, ir ao hospital ou cumprir compromissos.

Menos de dois meses após a última paralisação, o sistema volta a enfrentar interrupção, agravando a rotina dos usuários.

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Impacto para passageiros

Sem os ônibus urbanos, os passageiros passaram a depender dos interurbanos, o que aumentou o tempo de deslocamento. Muitos precisaram recorrer a transportes alternativos, como aplicativos de mobilidade, que ficaram caros e difíceis de encontrar devido à alta demanda.

Relatos de usuários mostram a dificuldade enfrentada:

“Não consegui pegar o transporte nas duas primeiras tentativas, mas finalmente consegui na terceira”, contou um passageiro.

“Quem já trabalha com dificuldades agora precisa lidar com custos extras para se deslocar”, disse outro.

A vendedora Maria José, que atua no terminal, precisou improvisar:

“Para garantir minha sobrevivência, eu tive que trabalhar fora do terminal”, afirmou.

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Motivo da greve

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação ocorre pelo descumprimento do acordo de reajuste salarial firmado no início do ano.

Em janeiro, os ônibus pararam por oito dias até que a Justiça determinou reajuste de 5,5%.

O salário-base da categoria é de R$ 2.715,50.

O acréscimo de R$ 151,52, referente ao reajuste, não foi pago.

O sindicato afirma que o pagamento não está atrasado, mas não foi feito conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A greve só terminará com o cumprimento integral do reajuste.

Situação atual

Cerca de 3.000 rodoviários atuam no sistema urbano de São Luís, e todos estão parados desde o início da manhã. A paralisação afeta diretamente milhares de passageiros, que enfrentam filas, atrasos e custos adicionais para se deslocar pela cidade.

A expectativa é que novas negociações sejam realizadas para tentar encerrar o movimento e normalizar o transporte público.

O que dizem a Prefeitura de São Luís e o SET

Nota da Prefeitura de São Luís

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que a greve registrada nas primeiras horas desta sexta-feira (13) no sistema de transporte urbano de São Luís decorre do não cumprimento, por parte das empresas de ônibus, da decisão recente da Justiça do Trabalho que determinou a implementação de reajuste salarial e a concessão de benefícios aos trabalhadores rodoviários.

Mesmo após a decisão judicial, as empresas não garantiram aos trabalhadores as vantagens determinadas pela Justiça do Trabalho, o que levou à greve no sistema urbano de transporte público.

A SMTT esclarece que vem cumprindo regularmente todas as suas obrigações financeiras com o sistema de transporte público, com os repasses do subsídios às empresas sendo realizados em dia, sem qualquer dedução ou atraso.

Diante disso, causa estranheza o fato de que, mesmo recebendo regularmente os recursos devidos pelo Município, as empresas não tenham garantido a implementação do reajuste e benefícios assegurados aos trabalhadores rodoviários.

A SMTT segue acompanhando a situação de forma permanente e adotando todas as medidas necessárias para assegurar o restabelecimento do serviço e resguardar os direitos dos usuários do transporte público de São Luís.

Nota do SET

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), vem, a público, esclarecer as declarações feitas pelo atual Prefeito de São Luís, Eduardo Braide, na manhã desta sexta-feira, dia 13, em rede social:

  • SUBSÍDIO: O subsídio pago atualmente pela Prefeitura de São Luís ainda é o mesmo de Janeiro de 2024, mesmo com dois reajustes salariais concedidos aos trabalhadores rodoviários, e aumento em todos os outros custos do serviço.
  • FALTA DE ACORDO: Na Justiça do Trabalho não houve acordo, pois, a SMTT nem sequer compareceu.
  • AUMENTO DO DIESEL: O preço do diesel aumentou R$ 1,40 o litro só na última semana. A medida do presidente Lula resultará numa redução de apenas R$0,30.

Greves

As diversas greves, que ocorrem desde 2021, são resultado do reiterado descumprimento do contrato por parte do Município de São Luis, fato confessado em vídeo pelo próprio Prefeito, que, ao congelar o subsídio desde janeiro de 2024, colocou o sistema em colapso. O SET está cooperando com os Órgãos de Justiça e Controle na apuração dos verdadeiros motivos e responsáveis pela crise do setor.

Por fim, o SET afirma que tem buscado o diálogo, tendo protocolado diversos pedidos de reunião junto à SMTT desde o início de 2025, e mantém a disposição na busca do diálogo técnico sobre o transporte de nossa cidade.

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