SÃO LUÍS - Professores da rede municipal de ensino realizaram uma mobilização na manhã desta quarta-feira (8), em frente ao prédio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), na avenida Castelo Branco, bairro São Francisco. O ato, que começou às 8h, marca uma paralisação da categoria em busca de diálogo e valorização profissional.
O principal motivo do protesto é a nova orientação da Semed sobre o cumprimento de 1/3 da jornada de trabalho sem interação com estudantes. Este tempo é destinado a atividades pedagógicas, como correção de provas, planejamento e preenchimento de sistemas.
No entanto, a Semed passou a exigir que esse período seja cumprido obrigatoriamente dentro das unidades escolares. Segundo os professores, a medida ignora a realidade das escolas, que muitas vezes não possuem estrutura física, como salas adequadas ou recursos tecnológicos, para que o trabalho seja realizado de forma eficiente.
“Segundo a lei do piso nós temos direito a um terço da nossa jornada sem interação com estudante. O que nós fazemos nesse tempo? Nós planejamos, nós participamos de formações, nós estudamos, nós fazemos as nossas atividades pedagógicas, corrigimos provas, preenchemos sistemas de monitoramento das notas. Então, durante esse pouco, tempo nós temos inúmeras atividades para fazer”, explica a professora Ana Paula em entrevista à Mirante News FM.
Saúde mental e falta de diálogo
Além das questões estruturais, os profissionais denunciam uma grave sobrecarga de trabalho, que tem resultado no adoecimento de diversos professores da rede municipal. O Sindeducação, que convocou a categoria para a mobilização, reforça que a hora atividade é também um direito voltado à formação continuada e ao aperfeiçoamento do ensino.
A categoria afirma que tenta estabelecer um canal de diálogo com a Prefeitura de São Luís e com a Secretaria de Educação há dois anos, sem sucesso. O ato desta quarta-feira busca forçar uma negociação sobre pautas urgentes que, segundo os manifestantes, impactam diretamente a qualidade da educação pública na capital.
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