Rogério Moreira Lima
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COLUNA
Rogério Moreira Lima
Engenheiro e professor da Uema, é embaixador da Abracopel, especialista da Abee Nacional e diretor da Abtelecom e da AMC.
Rogério Moreira Lima

Da universidade ao mercado: UEMA conclui primeiro ciclo formativo de sua incubadora tecnológica

O evento ocorreu na sede da Agência UEMA de Inovação e Empreendedorismo, Marandu, localizada no Largo do Carmo, nº 432, no Centro Histórico de São Luís.

Rogério Moreira Lima

Da universidade ao mercado: UEMA conclui primeiro ciclo formativo de sua incubadora tecnológica.
Da universidade ao mercado: UEMA conclui primeiro ciclo formativo de sua incubadora tecnológica. (Divulgação)

A capacidade de transformar conhecimento em inovação é um dos principais indicadores de maturidade de uma universidade. Mais do que formar profissionais qualificados, universidades que conseguem converter pesquisa científica em produtos, processos e empresas inovadoras assumem papel estratégico no desenvolvimento econômico e social. Nesse contexto, a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) deu um passo importante ao realizar, na última sexta-feira, 15 de maio de 2026, a cerimônia de encerramento do primeiro ciclo formativo da Incubadora UEMA de Empresas de Base Científica e Tecnológica.

O evento ocorreu na sede da Agência UEMA de Inovação e Empreendedorismo, Marandu, localizada no Largo do Carmo, nº 432, no Centro Histórico de São Luís. A Agência Marandu é o núcleo institucional responsável por fomentar a inovação, a propriedade intelectual, a transferência de tecnologia e o empreendedorismo na UEMA. Sua atuação demonstra o compromisso da UEMA com uma agenda moderna de desenvolvimento baseada na ciência, na tecnologia e no empreendedorismo.

Na mesma ocasião, foi inaugurada a Galeria Pioneiros da Inovação no Maranhão, espaço concebido para homenagear os precursores da inovação em nosso estado. A iniciativa resgata a memória daqueles que contribuíram para o avanço da ciência, da tecnologia e do empreendedorismo, reafirmando que o desenvolvimento sustentável exige, simultaneamente, visão de futuro e reconhecimento da trajetória construída pelas gerações anteriores.

Um dos momentos de maior destaque da programação foi a apresentação do pitch de cada empresa incubada. Em exposições de até três minutos, os empreendedores apresentaram seus modelos de negócio, as tecnologias desenvolvidas e o potencial de impacto de suas iniciativas. O formato, amplamente utilizado em ambientes de inovação, exige objetividade, clareza e domínio técnico, características essenciais para a atração de parceiros, investidores e oportunidades de mercado.

Participaram da solenidade o Prof. Dr. Paulo Catunda, Vice-Reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); o Prof. Dr. Roberto Serra, Diretor da Marandu, Agência UEMA de Inovação e Empreendedorismo; Verônica Pires, Secretária Municipal de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais (SEMISPE) da Prefeitura de São Luís; e o Prof. Dr. Nordman Wall, Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA). A presença dessas lideranças evidencia a integração entre universidade, governo e agências de fomento, condição indispensável para a consolidação de um ambiente de inovação robusto e sustentável.

A experiência internacional demonstra que os ecossistemas de inovação mais bem-sucedidos são aqueles capazes de articular, de forma coordenada, universidade, mercado, setor produtivo e governo. Essa conexão permite que o conhecimento científico gerado no ambiente acadêmico seja convertido em soluções tecnológicas efetivamente aplicadas à realidade, ampliando a competitividade das empresas, elevando a produtividade da economia e promovendo desenvolvimento econômico e social. Em última análise, a inovação só cumpre plenamente sua função quando os benefícios da pesquisa chegam à sociedade na forma de melhores serviços, novos produtos, geração de empregos qualificados e aumento da qualidade de vida da população.

Entre os empreendedores e pesquisadores participantes do primeiro ciclo formativo destacaram-se o Prof. Dr. Leonardo Henrique Gonsioroski Furtado da Silva, Diretor Técnico da startup SOLNET; o Prof. Dr. Érico Peixoto Araújo e o Prof. Dr. Igor Mendes Monteiro, idealizadores da empresa MATRIX Historic Center; e o Prof. Me. Carlos Ronyhelton, fundador da Oliveira ProDev, professores da UEMA com suas empresas incubadas na Agência Marandu. Essas iniciativas evidenciam a diversidade de áreas contempladas pela incubadora, abrangendo automação e Internet das Coisas, preservação do patrimônio histórico-cultural por meio de tecnologias digitais e desenvolvimento de sistemas e plataformas computacionais.

A SOLNET desenvolve soluções tecnológicas baseadas em monitoramento inteligente, automação, Internet das Coisas (IoT), hardware e software, reunindo competências em engenharia elétrica, desenvolvimento de software, prototipagem e integração de sistemas. A empresa busca transformar conhecimento técnico em produtos inovadores com aplicações em diversos setores produtivos, contribuindo para o aumento da eficiência operacional e para a modernização de processos industriais e de serviços.

A MATRIX Historic Center propõe o uso de tecnologias digitais para valorização, preservação e difusão do patrimônio histórico e cultural. Ao integrar história, cultura, turismo e inovação, a iniciativa demonstra que a transformação digital também pode contribuir para a preservação da memória coletiva, para o fortalecimento da identidade cultural e para o estímulo à economia criativa.

A Oliveira ProDev atua no desenvolvimento de sistemas web, aplicativos móveis, plataformas digitais e soluções tecnológicas sob medida para instituições públicas e privadas. Entre os projetos já desenvolvidos destacam-se o Portal CEAP, utilizado pela Comissão de Educação e Atribuição Profissional do CREA-MA; o Portal Trainee, voltado à gestão do Programa de Aperfeiçoamento em Saneamento realizado em parceria entre CAEMA, FAPEMA, UEMA e UEMASUL; o Portal Restecpro, destinado ao gerenciamento do Programa de Residência Técnica da SETRES-MA; o Portal do Trabalho Jovem, desenvolvido para apoiar políticas públicas de inclusão produtiva e empregabilidade; além do Sistema de Fichas Catalográficas das bibliotecas da UEMA e da Calculadora de Carga Térmica do Curso de Engenharia Mecânica.

As experiências da SOLNET, da MATRIX Historic Center e da Oliveira ProDev demonstram que a universidade pode ir muito além da formação acadêmica tradicional. Ao estimular a criação de startups e empresas de base científica e tecnológica, a UEMA converte conhecimento em inovação, inovação em negócios e negócios em desenvolvimento econômico e social.

O encerramento do primeiro ciclo formativo da Incubadora UEMA de Empresas de Base Científica e Tecnológica representa, portanto, mais do que a conclusão de uma etapa. Trata-se da consolidação de uma política institucional voltada à transformação do conhecimento em valor para a sociedade. Ao integrar pesquisadores, estudantes, agências de fomento, poder público e setor produtivo, a Universidade Estadual do Maranhão reafirma seu compromisso com a construção de um Maranhão mais inovador, competitivo e preparado para os desafios da economia do conhecimento.


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