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Flávio Dino cancela ida a Portugal após sofrer fratura no pé em acidente doméstico

Ministro do STF permanecerá em repouso em São Luís após sofrer fratura e rompimento de ligamento no pé.

Ipolítica, com informações do g1

Flávio Dino sofreu fratura e rompimento de ligamento no pé após acidente doméstico e cancelou participação presencial em evento em Portugal.
Flávio Dino sofreu fratura e rompimento de ligamento no pé após acidente doméstico e cancelou participação presencial em evento em Portugal. (Luiz Silveira / STF)

SÃO LUÍS – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, cancelou sua participação presencial na 14ª edição do Fórum de Lisboa após sofrer uma fratura e rompimento de ligamento no pé durante um acidente doméstico.

Segundo informações divulgadas por sua assessoria, o ministro passa bem e permanecerá em repouso em São Luís. Por recomendação médica, ele não foi autorizado a realizar o voo de longa duração até Portugal, onde o evento será realizado entre os dias 1º e 3 de junho.

Ministro participaria de painel sobre constitucionalismo

Flávio Dino integraria um debate sobre "Constitucionalismo Transformador", coordenado pelo ministro Gilmar Mendes durante o Fórum de Lisboa.

Apesar de não comparecer presencialmente, o magistrado encaminhou à organização do evento um artigo intitulado "Quatro teses para um constitucionalismo transformador no Brasil", no qual apresenta reflexões sobre o papel da Constituição Federal de 1988 na promoção de direitos e no fortalecimento da democracia.

Teses defendidas por Dino

No texto enviado ao fórum, o ministro sustenta que a Constituição deve ser compreendida como instrumento de transformação social e não apenas como mecanismo de limitação do poder estatal.

Entre os principais pontos abordados estão:

Deveres do Estado

Dino defende que a Constituição impõe obrigações concretas ao poder público, especialmente na promoção de direitos sociais e na redução das desigualdades.

Medidas estruturais

O ministro argumenta que o Judiciário pode utilizar medidas estruturais para enfrentar problemas históricos e garantir a efetividade de direitos fundamentais. Entre os exemplos citados estão ações relacionadas à transparência das emendas parlamentares e à proteção ambiental.

Defesa da democracia

Outra tese apresentada é a de que o STF deve atuar como instrumento de proteção institucional contra retrocessos democráticos e violações de direitos fundamentais.

Regulação das plataformas digitais

O ministro também sustenta que empresas de tecnologia e plataformas digitais devem observar princípios constitucionais em temas ligados ao combate à desinformação e aos discursos de ódio.

Expectativa de participação em 2027

Ao concluir o artigo encaminhado ao Fórum de Lisboa, Flávio Dino afirma que o constitucionalismo transformador deve servir como ferramenta de ampliação dos direitos sociais e de enfrentamento das desigualdades.

O ministro também manifestou expectativa de participar presencialmente da próxima edição do evento, prevista para 2027, após sua recuperação.

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