Legislativo

Relator tentará avançar com CPI após reunião encerrada por falta de quórum

Deputado Yglésio Moyses, relator da CPI que apura supostos desvios no âmbito da Vice-Governadoria do Maranhão, quer avançar com CPI.

Ipolítca

Atualizada em 14/06/2026 às 08h44
CPI é realizada na Assembleia Legislativa do Maranhão
CPI é realizada na Assembleia Legislativa do Maranhão (Divulagação)

SÃO LUÍS - O deputado estadual Yglésio Moyses (PRD), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa do Maranhão para investigar denúncias de corrupção registradas no âmbito da Vice-Governadoria, vai tentar avançar com os trabalhos do colegiado, após uma semana sem atividades.

Falta de quórum

Na semana passada a reunião da CPI acabou não ocorrendo por falta de quórum. No horário marcado para o início dos trabalhos apenas o deputado Rodrigo Lago (PSB) - membro e crítico da CPI ao mesmo tempo -, estava presente na Sala das Comissões. Ele abriu e encerrou a sessão por causa da ausência dos pares.

Na ocasião, Yglésio apontou manobra da oposição, sob a justificativa de que ele havia chegado ao local com apenas 4 minutos de atraso.

Apesar disso, não conseguiu reverter o quadro.

Quebra de sigilo

Para a próxima terça-feira (16), contudo, Yglésio quer avançar com as investigações.

Há duas semanas ele apresentou pedido de quebra dos sigilos fiscal e bancário do vice-governador Felipe Camarão (PT) e dos policiais militares Alexandre Guimarães Nascimento e de Tiago Brasil Arruda que, segundo as investigações, estariam envolvidos nas denúncias de corrupção na Vice-Governadoria. 

Na mesma reunião o deputado Rodrigo Lago (PSB) pediu vista dos requerimentos de quebra de sigilo sob o argumento de que a investigação deve seguir em segredo de Justiça. “Eu pedi vista, exatamente, para examinar melhor, porque a quebra de sigilo por parte da Comissão Parlamentar Inquérito deve responder exatamente, rigorosamente, o que diz na Constituição e na legislação. E a quebra indevida de sigilos pode, sim, fazer incidir a lei de abuso de autoridade. Então, a minha preocupação é participar, na prática, de algum crime cometido por membros da CPI”, disse o deputado.

A expectativa para o próximo encontro é de que o colegiado aprecie o requerimento de Yglésio. 

A CPI tem como presidente e vice-presidente os deputados Ana do Gás (Republicanos) e Adelmo Soares (Republicanos), respectivamente. 

Mical Damasceno (Republicanos), Ricardo Arruda (MDB), Carlos Lula (PSB), Rodrigo Lago e  Yglésio também integram o colegiado.

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