O silêncio de Esmênia sobre o caos no Hospital da Criança
Chefe do Executivo ainda não se manifestou sobre mortes de crianças em unidade de saúde, e graves denúncias do Ministério Público.
SÃO LUÍS - Desde as últimas horas desta segunda-feira (13), quando veio à tona por meio de reportagem da TV Mirante o caos que está instalado no Hospital da Criança - com aumento expressivo de mortes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e suspeitas de inúmeras irregularidades em contrato apontadas pelo Ministério Público -, a chefe do Executivo, prefeita Esmênia Miranda, tem silenciado sobre o tema.
Presente nas redes sociais com publicações diárias que mostram a sua rotina e ações do município em diversos setores da administração pública, Esmênia ainda não se manifestou sobre a situação gravíssima que já atingiu centenas de famílias de São Luís e de outros municípios.
O silêncio não é uma opção
O problema é que, na posição em que ela ocupa, de chefe do Executivo, o silêncio não é uma opção. Fugir de questionamentos e críticas, sendo estas ácidas ou não, não é razoável.
Crianças morreram. Há denúncias gravíssimas de negligência; falta de insumos; baixa na qualidade técnica de UTI daquele hospital; carência de especialistas; e ausência de um protocolo bem definido para evitar óbitos.
E tudo isso não pode ser encarado como algo normal.
Muito menos ser ignorado pelo silêncio de quem deve dar respostas concretas à população.
Leia também:
MP-MA investiga alta de 159% nas mortes em UTIs do Hospital da Criança, em São Luís
Perfil da Prefeitura censurou comentários
Não se pode acreditar que algo está resolvido, após uma nota seca e institucional ter sido publicada no perfil da Prefeitura no Instagram, com cometários censurados pela gestão da prefeita.
Aliás, cabe a pergunta: por que censurar comentários em publicação que trata de um tema tão delicado e importante?
Cabe a quem comanda uma cidade, e define o destino de toda uma população, se posicionar diante de situações difíceis.
O cargo por si só, exige estatura de quem o ocupa.
O silêncio de quem comanda a máquina pública num momento como esse, pode ser interpretado como desrespeito às famílias que perderam seus filhos naquele hospital.
Coragem é essencial
É preciso ter coragem para enfrentar o tema de frente.
Mas, mais do que coragem, é preciso ter sensibilidade e senso de responsabilidade.
Toda gestão enfrenta problema. E problemas continuarão ocorrendo para que, quem dispõe de prerrogativa, consiga corrigi-los.
Essa é a missão de quem escolhe cuidar do povo…
As opiniões, crenças e posicionamentos expostos em artigos e/ou textos de opinião não representam a posição do Imirante.com. A responsabilidade pelas publicações destes restringe-se aos respectivos autores.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.