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Projeto político-familiar é como hipocrisia nas eleições no MA

Indicações de familiares na política do Maranhão não é novidade assim como não é rara a hipocrisia de quem condena uns e "esquece" de outros nos seus discursos.

Ipolítica

Atualizada em 28/07/2026 às 10h00
Márcio Jerry, presidente do PCdoB, escolheu a esposa, Lene Rodrigues, para ser suplente de Eliziane Gama na disputa para o Senado
Márcio Jerry, presidente do PCdoB, escolheu a esposa, Lene Rodrigues, para ser suplente de Eliziane Gama na disputa para o Senado (Divulgação)

SÃO LUÍS - Há muito tempo que a questão do parentesco na política vem sendo um dos principais discursos na Assembleia Legislativa e nas redes sociais com os dinistas sendo o que mais falam a respeito. Mas projetos político-familiares não é nada inédito no Brasil e no Maranhão. Nas eleições deste ano, por exemplo, tem de candidato a governador até a suplente de senadora com a “marca” do familismo como dizem os dinistas.

Em 2022, o Maranhão viu que quase 40% das vagas na Assembleia Legistiva foram dadas a familiares de prefeitos, principalmente. Era esposa, filho, filhas e sobrinhas. Os sobrenome nem sempre conhecidos, mas com parentes de mandato.

No Senado não foi diferente. Flávio Dino foi eleito, mas consigo levou a esposa de um aliado junto: a agora senadora Ana Paula Lobato, esposa do deputado Othelino Neto que deixou o barco de Weverton Rocha (após promessas de “amor eterno” na política) nas eleições para apoiar o governador Carlos Brandão.

Para Câmara dos Deputados, o deputado Josimar de Maranhãozinho levou consigo a esposa, Detinha, como a mais votada entre os maranhenses eleitos. Ele também colocou a sobrinha na Assembleia Legislativa.

E as eleições de 2026 estão a porta e parentes não faltam na lista dos candidatos. O mais conhecido é Orleans Brandão, sobrinho do governador. A sua indicação, por sinal, é tratado como se fosse algo novo na política do Maranhão se colocar parentes nas disputas. 

Fora o emedebista, outros nomes estão na lista dos futuros candidatos. Josimar de Maranhãozinho tem o sobrinho, vereador Aldir Júnior, e a sobrinha, deputada Fabiana Villar, para ocupar as vagas que são dele e de Detinha em Brasília.

O deputado Márcio Jerry (PCdoB), um dos que mais fala sobre projeto familiar na política, também está colocando sua parente. Ele escolheu a esposa, Lene Rodrigues, para ser suplente de Eliziane Gama (PT) que concorre a reeleição para o Senado.

O discurso do parlamentar, claro, é que a esposa é militante do partido. Mas somente ela milita no PCdoB? Claro que não. A ótica de Jerry para indicar a esposa para primeira suplência de Eliziane, é a mesma que ele usou para colocar o irmão candidato a prefeito de Colinas, que perdeu em 2024.

Mas tem outros exemplo: Rildo Amaral, Fernando Pessoa, Eduardo Braide, Julinho Matos e tantos outros que estão colocando seus parentes para disputar um mandato eletivo.

Pela lista (que é bem maior), já se sabe que indicação familiar na política não é exclusivo de um ou outro político. Projetos político-familiares não pe novidade assim como a hipocrisia de quem condena apenas uns e “esquece” de outros.

 


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