Mortes em São João Batista

Adolescente suspeito de envolvimento em ataque que matou grávida e filho morre em confronto com a polícia

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, adolescente tinha mandado de prisão em aberto e foi localizado durante operação na Vila Palmeira, em São Luís.

Imirante.com

- Atualizada em 30/07/2026 às 15h56
Gestante e filho de 4 anos foram mortos e tiveram os corpos carbonizados. (Foto: reprodução)
Gestante e filho de 4 anos foram mortos e tiveram os corpos carbonizados. (Foto: reprodução)

SÃO LUÍS - Um adolescente suspeito de participar do ataque que matou Samira Costa Correia, grávida de três meses, e o filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, morreu durante um confronto com policiais na manhã desta quinta-feira (30), em São Luís. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

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Segundo a SSP, o adolescente tinha um mandado de prisão em aberto e foi localizado durante uma operação policial realizada no bairro Vila Palmeira. Ainda de acordo com a secretaria, ele reagiu à abordagem, houve troca de tiros e o suspeito foi baleado. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Mais de 20 suspeitos foram identificados

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, 15 pessoas já foram presas por envolvimento no crime. Além disso, nove suspeitos morreram em confrontos com a polícia durante operações relacionadas ao caso.

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A SSP informou ainda que mais de 20 pessoas já foram identificadas como suspeitas de participação na ação criminosa. As investigações continuam para localizar os demais envolvidos e esclarecer a participação individual de cada investigado.

Polícia aponta vingança como principal motivação

Segundo as investigações, o ataque ocorreu porque criminosos ligados à facção Comando Vermelho procuravam o marido de Samira Costa Correia.

O crime aconteceu em 10 de julho de 2026, na zona rural de São João Batista. (Foto: reprodução)
O crime aconteceu em 10 de julho de 2026, na zona rural de São João Batista. (Foto: reprodução)

A principal linha de investigação aponta que o homem teria integrado a organização criminosa e, posteriormente, migrado para outro grupo, o que teria motivado uma ação de vingança. Ele, no entanto, nega ter feito parte da facção.

Como o alvo não estava na residência no momento da invasão, os criminosos teriam atacado os familiares que estavam no imóvel.

Marido passou a ser tratado como testemunha

A Secretaria de Segurança Pública informou que o marido de Samira colaborou com as investigações e passou a ser tratado como testemunha.

Segundo o órgão, ele auxiliou na identificação de suspeitos já presos e poderá ser incluído no Programa Estadual de Proteção a Testemunhas.

Relembre o caso

O crime aconteceu em 10 de julho de 2026, na zona rural de São João Batista, município localizado a 291 quilômetros de São Luís.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 15 homens armados invadiram três imóveis pertencentes à mesma família. Apenas uma das casas estava ocupada, onde estavam Samira Costa Correia e o filho, Yan Kaleb Costa Santos.

De acordo com a investigação, os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo e, em seguida, atearam fogo na residência. Os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados.

A perícia busca determinar se mãe e filho morreram em decorrência dos disparos ou se ainda estavam vivos quando o incêndio foi provocado. As investigações seguem em andamento.

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