COLUNA
Carla Lima
Carla Lima é jornalista de política do Grupo Mirante. Atua no Imirante, Mirante FM e TV Mirante.
Eleições 2026

Felipe Camarão homologa sua chapa majoritária neste sábado

Candidato ao governo pelo PT aguarda definição do PCdoB para fechar o nome do primeiro suplente da senadora Eliziane Gama; antes da confusão interna do partido, Felipe Camarão viu interesses de Othelino Neto serem priorizados na escolha do nome para vice.

Carla Lima/Ipolítica

- Atualizada em 31/07/2026 às 11h03
Felipe Camarão fará sua convenção partidária neste sábado, dia 1º de agosto
Felipe Camarão fará sua convenção partidária neste sábado, dia 1º de agosto (Reprodução)

SÃO LUÍS - Como em qualquer eleição e em qualquer relação partidária, os conflitos de interesses e as idas e vindas são sempre comuns. Nas eleições deste ano, no Maranhão, por exemplo, o candidato Orleans Brandão (MDB) teve várias intercorrências para a escolha de sua chapa majoritária com nome de candidato ao Senado e também a vice-governador. Com Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao governo, não está sendo diferente.

O nome do candidato a vice-governador foi um dos primeiros impasses na chapa petista. A vaga foi dada para o PSB, partido comandando pela senadora Ana Paula Lobato, mas o escolhido foi um petista. No entanto, não era esse o acordo. A previsão era de que o nome viesse da Região Tocantina e chegou a ser quase que confirmado que seria o ex-secretário Clayton Noleto (PSB), que teve 65 mil votos para deputado federal em 2022.

Mas isso não se consolidou unicamente pela vontade do deputado estadual Othelino Neto, esposo de Ana Paula Lobato. Mas por qual motivo o parlamentar deixou de indicar um nome de seu partido para indicar o vereador do PT de Caxias, Ricardo Rodrigues?

Em primeira análise foi dito que o fato de Noleto não apoiar a candidatura de Othelino para deputado federal foi um fator determinante. Em tese, o ex-secretário estava fechado com o ex-deputado Marco Aurélio. Mas a coluna apurou que houve um compromisso de Clayton Noleto para apoiar Othelino Neto. 

Então, qual foi a questão? Para apoiadores e aliados de Felipe Camarão, o deputado do PSB está deixando o máximo de distância do candidato ao governo do PT para ficar assim mais “livre” e chegar mais perto do candidato ao governo do PSD, Eduardo Braide, sempre que for possível, preciso ou necessário.

Em tese, Felipe tem o PSB e seu tempo de televisão, mas não deverá ter o apoio e o empenho de fato dos membros do partido mesmo os mais dinistas deles.

Outro impasse na formação da chapa majoritária de Camarão é quanto a vaga de primeiro suplente da senadora Eliziane Gama (PT) que concorrerá a reeleição. O espaço é do PCdoB e internamente no partido tem uma disputa: Lene Rodrigues, esposa do deputado e presidente da legenda, Márcio Jerry, e o militante Odair José, ex-presidente do sindicato dos professores do Maranhão.

Lene teve a indicação (mais uma vez) do marido e maioria da comissão política do PCdoB concordou. Odair quer concorrer como suplente e, pelas redes sociais, prometeu levar a decisão para a convenção do partido que acontece nesta sexta-feira, 31. 

De qualquer forma - com o PSB em campo ou não e com a confusão do PCdoB - a chapa de Felipe Camarão chegará pronta na convenção que acontece neste sábado, 1º de agosto.

 


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