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Renan Santos chama crise no STF de 'guerra civil' e pede afastamento de Alexandre de Moraes

Candidato à Presidência pelo Missão falou sobre caso Master, decisão do TSE e crescimento de Augusto Cury durante entrevista ao Imirante.com.

Rodrigo Bomfim/Imirante.com

- Atualizada em 06/09/2026 às 21h08

SÃO LUÍS – O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master representa uma “guerra civil” em formação no Brasil.

Em entrevista exclusiva ao Imirante, o candidato fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, defendeu o afastamento do magistrado e afirmou que o país precisa ter acesso a todas as informações relacionadas ao caso.

Renan Santos também comentou a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que restringiu e depois liberou sua campanha digital, além de avaliar o crescimento do candidato Augusto Cury (Avante) nas pesquisas eleitorais.

O candidato esteve no Maranhão para participar do congresso estadual do Missão, mas cancelou a agenda por motivos de saúde.

Renan Santos critica STF e fala em “guerra civil” no caso Master

Ao comentar o relatório da Polícia Federal envolvendo o caso Banco Master, Renan Santos afirmou que o ministro Alexandre de Moraes teria adotado uma postura inadequada e defendeu o afastamento do integrante do STF.

“É uma guerra civil que está sendo gestada no Brasil. O ministro Alexandre de Moraes, ele se colocou numa posição horrenda em que ele aceitou, vamos ser sinceros, fazer parte do esquema do Banco Master, recebeu milhões de reais junto com a esposa dele, era muito próximo do Vorcaro, os jatinhos estavam operando ali e o correto agora é o Brasil saber tudo e esse ministro ser afastado”, afirmou Renan.

A declaração ocorre após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, liberar para julgamento no plenário da Corte o relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Renan Santos afirmou que uma decisão diferente da apuração completa do caso representaria, segundo ele, um problema institucional.

“Qualquer coisa que não envolva isso, não é apenas é erro, mas é a transformação do Brasil numa bagunça”, disse.

Renan Santos critica decisão do TSE sobre campanha

O candidato do Missão também comentou a decisão do ministro Dias Toffoli, do TSE, que restringiu sua campanha digital e posteriormente autorizou novamente o uso dos perfis registrados no sistema eleitoral.

Renan Santos classificou a decisão inicial como uma perseguição.

“Está superado. Foi um erro do ministro Dias Toffoli, foi uma perseguição e ele mesmo teve que voltar atrás”, afirmou Renan.

O ministro liberou a realização de propaganda eleitoral da chapa presidencial do Missão por meio de sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais registradas no TSE. A decisão também permitiu a participação do candidato em debates e o recebimento de recursos do Fundo Eleitoral.

Ao comentar o episódio, Renan Santos afirmou que a decisão prejudicou sua campanha.

“Uma daquelas decisões estúpidas em que o juízo volta atrás e finge que não aconteceu. Aconteceu, ele atrapalhou a minha campanha, mas isso vai por conta das minhas condições sobre o escândalo do Banco Master, que é natural”, pontuou.

Renan Santos avalia avanço de Augusto Cury

Renan Santos também falou sobre o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas eleitorais.

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2) apontou Augusto Cury com 10% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, assumindo a terceira colocação. Renan Santos apareceu com 3%.

Questionado sobre o resultado, o candidato afirmou que a movimentação não ocorreu principalmente entre seus eleitores.

“O pior é que não fui eu que perdi os votos para ele, foram outros candidatos. O Lula está perdendo, o Flávio perde um pouco, especialmente um voto feminino, não muito politizado, que está votando no Cury ou dizendo que vai votar no Cury muito porque não quer falar de política”, comentou.

Segundo Renan Santos, o crescimento de Cury representa uma reação de parte do eleitorado ao cenário político.

“Isso é muito mais um protesto sobre o problema político brasileiro do que qualquer outra coisa e eu acho natural”, disse.

Renan Santos chamou crise do STF de “guerra civil”, criticou Alexandre de Moraes e comentou decisão do TSE sobre sua campanha. (Luís de França/Grupo Mirante)
Renan Santos chamou crise do STF de “guerra civil”, criticou Alexandre de Moraes e comentou decisão do TSE sobre sua campanha. (Luís de França/Grupo Mirante)

Renan Santos critica estradas do Maranhão e defende investimentos em infraestrutura

Durante a entrevista, Renan Santos afirmou que as principais propostas para o Maranhão envolvem investimentos em infraestrutura e mudanças na gestão pública.

O candidato relatou dificuldades encontradas durante uma passagem pelo estado na pré-campanha.

“A primeira [proposta] é investimento em infraestrutura. É assustador o que eu peguei em infraestrutura. Quando eu rodei de carro pelo Maranhão, na pré-campanha, eu furei o pneu oito vezes, peguei a rodovia estadual, são praticamente vias vicinais de terra”, disse.

Renan Santos também defendeu a criação de uma lei de responsabilidade gerencial para prefeitos, com indicadores de desempenho e metas administrativas.

“E a segunda [proposta] é que eu chamo de lei de responsabilidade gerencial, que é uma legislação que vai criar indicadores de desempenho para que prefeitos, especialmente eles, tenham metas claras de desempenho, que caso eles não batam, percam seus direitos políticos e caso eles batam, eles possam receber mais recursos”, explicou.

Segundo o candidato, a proposta também busca estimular a atividade econômica nos municípios.

“Isso vai qualificar a atividade dos prefeitos, porque aqui, infelizmente, eu peguei um dos casos mais bizarros em todo o Brasil, em termos de gestão pública e, do outro lado, focar em aumento da atividade econômica nesses pequenos municípios, porque o prefeito que não foca nisso, ele mantém as pessoas vivendo em auxílios, mantém as pessoas dependendo do município e as pessoas não conseguem se emancipar”, disse.

Após agenda no Maranhão, Renan Santos vai a ato contra STF em São Paulo

Após cumprir agenda no Maranhão, Renan Santos seguirá para São Paulo (SP), onde participará de um ato contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (7).

A manifestação foi convocada pelo candidato por meio de uma publicação nas redes sociais e está marcada para as 11h, no Obelisco do Ibirapuera, na capital paulista.

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