Ronaldo Rocha
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Ronaldo Rocha
Ronaldo Rocha é jornalista de política do Grupo Mirante. Atua no Imirante e na Mirante News FM.
Análise

Campanha de Lula menor no Maranhão para o segundo turno

Lideranças locais e divisões no PT maranhense desmotivam a campanha de Lula no 2º turno após derrotas e falta de articulação política no estado.

Ronaldo Rocha

- Atualizada em 08/10/2026 às 13h48
Lula é presidente da República e candidato à reeleição
Lula é presidente da República e candidato à reeleição (Reprodução)

SÃO LUÍS - A campanha do presidente Lula (PT) perde fôlego e será menor para o segundo turno no Maranhão, por dois aspectos muito bem definidos.

Primeiro: o grupo político que integra as principais forças de esquerda no estado está dividido há meses e um dos reflexos disso foi o esvaziamento da candidatura de Felipe Camarão - do próprio PT -, ao Governo do Estado.

Felipe enfrentou resistência de petistas como  Zé Inácio, e foi abandonado no meio do caminho por tantos outros. A reta final da campanha do candidato do PT no Maranhão foi constrangedora.

Além de divergências dentro do próprio partido político pela candidatura própria, o atrito se estendeu ao grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (MDB) que, justamente por esse motivo, decidiu lançar Orleans (MDB) para o comando do Executivo.

A crise foi tão grande que o próprio Lula chegou a comentar o imbróglio em entrevista ao grupo Mirante.

E essa história é conhecida por todos que acompanham a política maranhense. 

Na prática, não há unidade na ala petista maranhense e dois grupos apoiadores de Lula, derreteram nas urnas.

Segundo ponto: dentre algumas das principais lideranças políticas alinhadas a Lula e que saíram do pleito derrotados, há uma certa frustração com o presidente, que não veio ao Maranhão fazer campanha e cujo a sua ausência é interpretada como fato decisivo para o insucesso nas urnas.

Exemplo: o senador Weverton Rocha, do PDT, não conseguiu a reeleição e é um dos frustrados de todo o processo eleitoral. Até o momento, sequer se mobilizou para a campanha de segundo turno. Ele obteve mais de 1 milhão de votos no dia 4 e por isso, ainda possui relevância no processo.

Pessoas próximas ao pedetista, contudo, afirmam que ele está desmotivado. Acreditam, porém, que um gesto do presidente Lula pode fazer com que ele vá as ruas com a sua militância.

Há inúmeros outros casos espalhados pelo Maranhão.

Lula não conseguiu resolver a crise entre o grupo Brandão e o grupo ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

Não houve unidade durante a campanha.

E o resultado foi o aumento no número de municípios em que ele acumulou derrotas no estado, quando comparado ao pleito de 2022.

Por toda a desmotivação por parte de lideranças e insatisfação com o comando do PT e com o presidente, é que a campanha deve sim, ser menor no estado.

E reverter isso não parece ser uma equação fácil…


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