Polícia

Mulher é presa em São Luís por suspeita de extorsão com imagens íntimas

Investigada teria ameaçado divulgar o conteúdo e, após a recusa da vítima, enviado as imagens para contatos pessoais e profissionais.

Imirante.com

- Atualizada em 15/10/2026 às 20h59
Segundo a Polícia Civil, imagens foram compartilhadas com familiares e colegas de trabalho após a vítima se recusar a fazer o pagamento.
Segundo a Polícia Civil, imagens foram compartilhadas com familiares e colegas de trabalho após a vítima se recusar a fazer o pagamento. (Foto: divulgação)

SÃO LUÍS – Uma mulher foi presa na manhã desta quinta-feira (15), em São Luís, suspeita de praticar extorsão na modalidade conhecida como “sextorsão”. Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), a investigada teria exigido R$ 20 mil para não divulgar imagens íntimas de uma vítima.

De acordo com as investigações, a vítima se recusou a fazer o pagamento. Após a negativa, o conteúdo teria sido compartilhado em redes sociais e grupos de WhatsApp.

Ainda conforme a Polícia Civil, as imagens foram encaminhadas a familiares, colegas de trabalho, ao ex-esposo e a outras pessoas dos círculos pessoal e profissional da vítima. A divulgação teria exposto a vida privada da pessoa e provocado violações à intimidade, à honra e à dignidade.

Prisão foi realizada por departamento especializado

A prisão foi realizada pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), ligado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC).

A unidade é responsável por investigações relacionadas a crimes praticados com o uso de recursos tecnológicos. Segundo a Polícia Civil, a mulher presa possui antecedentes criminais pelo crime de roubo.

O que é sextorsão?

A sextorsão é uma forma de extorsão em que imagens ou outros conteúdos íntimos são utilizados para ameaçar ou constranger uma pessoa. Em geral, o criminoso exige dinheiro ou algum tipo de vantagem sob a ameaça de divulgar o material.

No caso investigado em São Luís, a Polícia Civil afirma que a suspeita teria pedido R$ 20 mil para impedir a divulgação das imagens. Depois que a vítima não aceitou pagar, o conteúdo passou a ser compartilhado com pessoas próximas e em plataformas digitais.

A investigação está sob responsabilidade do DCCT, que deverá apurar as circunstâncias do crime e eventual participação de outras pessoas na divulgação do material.

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