No Piauí

Vereador de Timon acusado de homicídio é preso pela PRF após decisão judicial

Parlamentar foi detido em Campo Maior após cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.

Ipolítica

Atualizada em 31/05/2026 às 09h20
Vereador Kaká do Frigo Sá foi preso pela PRF em Campo Maior após decisão da Justiça do Maranhão em investigação por homicídio.
Vereador Kaká do Frigo Sá foi preso pela PRF em Campo Maior após decisão da Justiça do Maranhão em investigação por homicídio. (Reprodução)

TIMON – O vereador de Timon Luis Carlos da Silva Sá, conhecido como Kaká do Frigo Sá, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Campo Maior, no Piauí, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). A detenção ocorreu na última sexta-feira (29), durante uma abordagem realizada pelos agentes federais.

Segundo a decisão judicial, o parlamentar é investigado em uma ação penal que apura um homicídio ocorrido em janeiro de 2023.

A ordem de prisão foi assinada pelo desembargador José Nilo Ribeiro Filho e possui validade até julho de 2045.

Justiça manteve prisão preventiva

A defesa de Kaká do Frigo Sá havia solicitado habeas corpus alegando ausência de contemporaneidade para a manutenção da prisão preventiva. Os advogados sustentaram que o vereador colaborou com as investigações e permaneceu em liberdade durante o andamento do inquérito.

Apesar dos argumentos apresentados, a 3ª Câmara Criminal do TJMA decidiu manter a medida cautelar.

De acordo com o entendimento do colegiado, ainda existem riscos à instrução criminal e a gravidade dos fatos investigados justifica a manutenção da prisão preventiva.

A decisão também revogou uma liminar anterior que havia substituído a prisão por medidas cautelares. Até então, o parlamentar respondia ao processo em liberdade, mediante cumprimento das determinações judiciais.

Entenda o caso

O vereador de Timon, Luís Carlos da Silva Sá, é réu em uma ação penal que apura o assassinato de Antônio de Pádua Cunha Santos, ocorrido em janeiro de 2023.

Além do parlamentar, também respondem à ação o irmão dele, Gildásio da Silva Sá, o sobrinho Gilfran Sá da Silva e outros três acusados. Todos são investigados por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os acusados teriam planejado o crime por acreditarem que Antônio de Pádua tinha participação na morte de um familiar da família Sá, identificado como Antônio Carlos Gomes de Abreu, conhecido como “Carlinhos”.

A acusação sustenta ainda que teria sido oferecida a quantia de R$ 100 mil para a execução do homicídio.

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