Brasil terá agenda no feminino no esqui: país comemora desempenho nas Olimpíadas
A participação histórica do Brasil no esqui alpino masculino dos Jogos de Inverno de Milão e Cortina, na Itália, chegou ao fim nesta segunda-feira (16), com as disputas do slalom
ITÁLIA – A delegação que representa o Brasil nas Olimpíadas de Inverno terá agenda importante nas próximas horas. Nesta quarta-feira (18), a partir das 6h (horário de Brasília), será a vez de o Brasil marcar presença no esqui alpino feminino. Mais jovem integrante da delegação verde e amarela em Milão-Cortina nas Olimpíadas, a carioca Alice Padilha, de 18 anos, participa da prova do slalom.
Na disputa nas Olimpíadas de Inverno, os atletas encararam, duas vezes, um percurso com mastros fincados na neve, chamadas "portas", pelas quais eles devem passar. As hastes são separadas por 13 metros, quase o dobro dos cerca de 25 metros da disciplina "gigante". A menor somatória de tempo nas duas descidas define o ganhador.
Brasil já tem participação histórica no esqui alpino masculino: com ouro na bagagem
A participação histórica do Brasil no esqui alpino masculino dos Jogos de Inverno de Milão e Cortina, na Itália, chegou ao fim nesta segunda-feira (16), com as disputas do slalom.
Ouro na versão "gigante", Lucas Pinheiro Braathen - que após o ouro foi cumprimentado por estrelas, dentre elas o R10 fera dos gramados - se desequilibrou e caiu na primeira das duas descidas que precisava fazer, o que o deixou fora da briga por medalha, assim como Christian Soevik. Único atleta do país a finalizar a prova, Giovanni Ongaro ficou na 27ª colocação, a melhor de um brasileiro nesta disciplina.
O ouro foi para o suíço Loic Meillard – que tinha sido o terceiro no slalom gigante. O austríaco Fabio Gstrein levou a prata e o norueguês Henrik Kristoffersen o bronze.
Após a conquista do último sábado (14), Lucas retornou a Bormio, nos Alpes italianos, como favorito a outra medalha olímpica.
O esquiador nascido em Oslo, Noruega, mas que desde 2025 representa o Brasil, país de sua mãe, acabou se complicando com a neve intensa e a baixa visibilidade e caiu na metade do percurso.
"Eu e o Brasil não estávamos aqui nos Jogos Olímpicos de Inverno só para participar. Estávamos aqui para fazer a diferença, trazer nossas cores, outra mentalidade, outra cultura e celebrar essa diversidade do Brasil e do esporte. Vejo que a gente tem vários atletas brasileiros que provavelmente vão crescendo a cada ano, isso é algo muito lindo. E tudo isso representa meu propósito na vida", disse Lucas, em depoimento ao Comitê Olímpico do Brasil (COB).
O segundo representante verde e amarelo a competir no esqui foi Christian, que também é filho de mãe brasileira e pai norueguês, mas é natural do Rio de Janeiro e foi morar com a família no país nórdico com um ano. A estreia olímpica, porém, não foi como a esperada. O carioca perdeu o equilíbrio na descida e saiu cedo da disputa.
Somente 44 dos 96 atletas concluíram a primeira parte da prova. Um deles foi Giovanni Ongaro, que cumpriu o percurso em 1min04s66.
Na segunda descida, o esquiador de Clusone, na Itália, mas que é filho de mãe brasileira, reduziu em mais de dois segundos a marca inicial (1min02s21), totalizando 2min06s87, na 27ª posição. O resultado supera o 39º lugar da fluminense Maya Harrison, na Olimpíada de Sochi, na Rússia, em 2014.
Nicole Silveira conquista melhor resultado do Brasil
A gaúcha Nicole Silveira alcançou neste sábado (14) o melhor resultado olímpico da história do Brasil em provas de gelo ao terminar o skeleton na 11ª colocação nos Jogos de Inverno de Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, na Itália. O desempenho supera o da própria atleta em Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022, quando havia sido 13ª.
No skeleton, os competidores descem uma pista de gelo em trenó individual, de bruços e com a cabeça para frente, podendo ultrapassar 140 km/h. A prova é definida pela soma do tempo em quatro descidas.
Nicole registrou 3min51s82 no total, ficando a apenas 42 centésimos do top-10. Na sexta-feira (13), marcou 57s93 e 57s85. Já neste sábado, fez 58s11 na terceira descida e repetiu 57s93 na última.
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