CPI do Crime Organizado

Presidente de CPI vai avaliar reação à decisão de Gilmar que anulou quebra de sigilo de empresa de Toffoli

Presidente da CPI do Crime Organizado diz que vai avaliar medidas contra decisão de Gilmar que protegeu empresa ligada a Toffoli.

Ipolítica, com informações do Estadão

O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES).
O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES). (Pedro Franca / Agência Senado)

BRASIL - O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que vai avaliar “caminhos processuais cabíveis” após a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, ligada ao ministro Dias Toffoli.

A medida da CPI previa a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa no período de 2022 a 2026.

Presidente da CPI contesta decisão de Gilmar

Em nota, Contarato afirmou que a comissão entende haver nexo entre a investigação envolvendo o Banco Master e o plano de trabalho aprovado pelo colegiado.

Segundo o senador, a CPI investiga o uso de instituições financeiras por organizações criminosas e, por isso, considerou legítima a quebra de sigilo da empresa.

“A decisão judicial adotou interpretação diferente. Ainda não fomos intimados, e, tão logo haja a comunicação oficial, darei conhecimento aos membros da Comissão e avaliaremos com responsabilidade os caminhos processuais cabíveis”, declarou.

Quebras de sigilo e convocações aprovadas

Além da empresa ligada a Toffoli, a CPI também aprovou:

  • Quebra de sigilo do Banco Master;
  • Quebra de sigilo da Reag Trust;
  • Convocação de Daniel Vorcaro, controlador do Master;
  • Convocação dos irmãos de Toffoli;
  • Convite aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

A presença de Toffoli seria facultativa, enquanto a dos irmãos teria caráter obrigatório.

Reações de parlamentares

A decisão de Gilmar Mendes gerou críticas entre integrantes da CPI. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) classificou o episódio como “corporativismo” e “afronta ao Parlamento”.

Já o senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que a medida representa um desgaste institucional para o próprio STF.

O senador Sérgio Moro (União-PR) também criticou a decisão nas redes sociais, apontando suposta interferência nas atribuições da comissão.

Decisão anulou quebra de sigilo

Na decisão, Gilmar Mendes entendeu que a CPI extrapolou os limites do objeto de investigação ao autorizar a quebra de sigilo da empresa ligada a Toffoli, apontando ausência de fundamentação concreta e possível desvio de finalidade.

O ministro determinou que dados eventualmente já enviados à comissão sejam inutilizados e que órgãos e empresas se abstenham de compartilhar novas informações.

A CPI ainda avalia quais medidas poderá adotar diante da decisão do STF.

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