BRASIL - O Carnaval está batendo à porta e, como manda a tradição, a disputa pelo hit da temporada já começou. Em 2026, a briga está aberta: tem pagodão baiano, arrocha sofrido, funk com coreografia de TikTok e até pop eletrônico com cara de trio elétrico.
Entre nomes consagrados e surpresas que cresceram no boca a boca, algumas faixas já dominam blocos, academias de dança e playlists de streaming. A pergunta é simples: qual música vai grudar na cabeça do Brasil inteiro até a Quarta-Feira de Cinzas?
Abaixo, os principais concorrentes, de acordo com o g1.
Pagodão e axé: a força da Bahia no Carnaval
“O Baiano Tem o Molho” – O Kannalha
Correndo por fora, o pagodão d’O Kannalha virou trilha sonora das ruas. Lançada no ano passado, a música ganhou nova vida após viralizar com o ator Wagner Moura, ajudando a espalhar o bordão de que o baiano realmente tem o “molho”.
O problema é justamente esse: já é conhecida demais. Funciona bem no bloco, mas perdeu o fator novidade.
“Vampirinha” – Ivete Sangalo
Carnaval sem Ivete é quase impossível. A aposta deste ano é “Vampirinha”, uma faixa divertida, bagaceira e com a cara do trio elétrico.
Não chega a ser um dos trabalhos mais marcantes da cantora, mas Ivete tem uma vantagem que ninguém tira: ela transforma qualquer música em festa ao vivo. Só isso já mantém a faixa no jogo.
Arrocha e sofrência: a surpresa que conquistou o público
“Fanatismo” – Yasmin Sensação
Todo ano surge um nome inesperado que cresce no boca a boca e 2026 parece ser de Yasmin Sensação.
A sergipana apostou em uma versão arrocha de “Fanatismo”, do angolano Anselmo Ralph, mas foi a interpretação intensa que fez a música ganhar as ruas. É daquelas que o bloco inteiro canta em coro.
Pode não ser a mais explosiva, mas é um dos sucessos mais orgânicos da temporada.
Funk e coreografia: o combo das redes sociais
“Jetski” – Pedro Sampaio, Melody e MC Meno K
Se existe uma fórmula para hit hoje, ela passa por batida rápida + dancinha viral. “Jetski” entendeu isso perfeitamente.
A parceria colocou Melody ao lado de Pedro Sampaio e MC Meno K e rapidamente entrou entre as mais tocadas do Spotify Brasil. A coreografia já virou febre em aulas de fitdance e vídeos nas redes.
Tem refrão fácil, energia alta e cara de multidão pulando junta. É a candidata mais forte ao título.
Misturas de ritmos: pop, funk e brasilidade
“Carnaval” – Marina Sena e Psirico
A faixa mistura percussão, clima de bloco de rua e, de repente, vira um funk irresistível. A produção consegue manter a energia do ao vivo mesmo na versão de estúdio.
É uma das músicas mais interessantes artisticamente, mas talvez sofisticada demais para virar o grande hit popular. Ainda assim, deve tocar muito.
“Gostosin” – Anitta, Hitmaker e Felipe Amorim
Saída do tradicional EP de verão de Anitta, “Gostosin” aposta na mistura de funk, piseiro e eletrônico. A coreografia chiclete ajudou a faixa a ganhar força rápida.
Não tem o impacto imediato de outros sucessos da cantora, mas já está firme nas playlists de aquecimento para a folia.
Afinal, qual deve ser o hit?
Se depender de alcance digital e dança viral, “Jetski” larga na frente. Mas Carnaval costuma ser imprevisível: às vezes, a música que domina é aquela que simplesmente encaixa melhor no trio e no coro do bloco. Uma coisa é certa: em 2026, o som da festa vem bem diverso e ninguém vai ficar parado.
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