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Justiça condena Estado, Município e Socorrão I por irregularidades sanitárias

Decisão determina correções no hospital, proíbe práticas inadequadas e exige contratação de médicos para rede pública de São Luís.

Ipolítica

Justiça condena Estado e Prefeitura a corrigir irregularidades no Socorrão I e realizar concurso para médicos em São Luís.
Justiça condena Estado e Prefeitura a corrigir irregularidades no Socorrão I e realizar concurso para médicos em São Luís. (Divulgação/Prefeitura de São Luís)

SÃO LUÍS - A Justiça do Maranhão condenou o Estado e a Prefeitura de São Luís a corrigirem irregularidades sanitárias no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I) e a realizarem concurso público para contratação de médicos na rede pública da capital.

A decisão atende a uma ação civil pública do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e foi assinada pelo juiz Douglas de Melo Martins.

Medidas obrigatórias no hospital

A sentença determina mudanças imediatas no funcionamento da unidade, incluindo:

  • Proibição do uso de carros de anestesia como respiradores no pós-operatório;
  • Fim do uso de salas de recuperação pós-anestésica como enfermarias;
  • Garantia de médicos e fisioterapeutas nessas áreas;
  • Adequação do número de leitos cirúrgicos e de UTI.

Caso as medidas não sejam cumpridas, a Justiça pode determinar a interdição parcial do centro cirúrgico e da sala de recuperação.

Prazo para regularização

O Município e o hospital têm prazo de 60 dias para apresentar alvará sanitário atualizado, comprovando a correção das irregularidades.

Se a determinação não for cumprida, os serviços de saúde poderão ser suspensos ou interditados.

Concurso e plano de carreira

A decisão também obriga o Estado e o Município a realizar concurso público para médicos em até 180 dias e criar e implementar um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) em até 360 dias.

O número de vagas deverá considerar a demanda da população e o déficit de profissionais na rede pública.

Multa por descumprimento

Foi fixada multa diária de R$ 1 mil por cada obrigação não cumprida, com valores destinados ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

Problemas apontados

Segundo o Ministério Público, a ação foi baseada em denúncias e inspeções que identificaram:

  • Falta de médicos;
  • Atrasos salariais;
  • Estrutura precária;
  • Uso inadequado de equipamentos;
  • Déficit de leitos, inclusive de UTI.

Relatórios também apontaram o descumprimento parcial de exigências da vigilância sanitária.

Posicionamentos

O Imirante solicitou posicionamento da Prefeitura de São Luís, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.

Já o Governo do Estado, por meio da Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão, informou em nota:

A Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão (PGE) esclarece que, em casos de demandas processuais, o Estado se manifestará dentro dos prazos legais estabelecidos na legislação processual para a apresentação de sua defesa ou recurso.

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